Godofredo nasceu à beira de Eggiwill, distrito de Signau, cantão de Berna. Por ali passou a sua infância até ao seu definitivo retiro, na fase adulta, para o território que presentemente corresponderia à Bélgica. Aqui, qual grão de mostarda, foi frutificando em pequenas comunidades, embrião do que, mais tarde, se veio a instituir como Ordo Cisterciensium Strictioris Observantiæ, os Trapistas. Estes, derivando da ordem de Cister, Beneditinos cenobitas, tornaram-se, com o tempo, produtores da melhor cerveja alguma vez dada a conhecer ao mundo. Na origem de tudo isto esteve, indubitavelmente, Godofredo. À época, a má qualidade das águas teria levado a que, mediante a produção de cerveja, se pudesse consumir o essencial líquido num maior grau de pureza. O requinte dos néctares produzidos pelo nosso Santo de Herllenmeyer terá levado à loucura príncipes e reis. Mesmo o Milagre da Batalha dos Láparos ter-se-á devido à visão de um carregamento de barris de Herllenmeyerensis, como era então conhecida por toda a Europa. O respeito e a veneração votados à cerveja de São Godofredo terá conduzido a um estado de proto-heresia, sendo, em muitos cantos da cristandade, conhecido como S. Baco de Herllenmeyer ou S. Dionísio dos Barris. Esta tendência depreciativa não varreu da História um Santo de Grau Sete, na escala de Santidade de Sextus Uniferus, a mais consistente de todas as escalas de Santidade.
Recuperada aqui a sua honra e proclamada a sua glória, Godofredo de Herllenmeyer está presente no dia-a-dia de qualquer apreciador de cerveja. Na presença de uma caneca na qual as qualidades organolépticas superiores estão protegidas pela quantidade perfeita de espuma, é comum ouvir-se, com deleite supremo a exclamação seguinte "Ah! Que Godofreda!".
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